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O arquivo de Pedro Nava foi entregue em partes para ser incorporado ao Arquivo-Museu de Literatura Brasileira (AMLB) da Fundação Casa de Rui Barbosa. Primeiro, o próprio autor fez diversas doações, em especial os originais de Baú de ossos, Balão cativo, Chão de ferro, Beira-mar e Galo das trevas, em 1981. Aos poucos, Nava foi entregando outras peças, e, no ano de sua morte, legou o original de Círio perfeito. Em 1985, a viúva do memorialista doou à casa todo o material pertencente à produção literária do marido. Um sobrinho de Pedro Nava, Dr. Paulo Penido, detentor de seus direitos autorais, vem, aos poucos, depositando novos materiais no arquivo.
O vasto material compreende 6.110 documentos divididos em oito categorias: Correspondência Pessoal, com 3.301 documentos; Correspondência Familiar, com 386 documentos; Correspondência de Terceiros, 94 documentos; Produção Intelectual do Titular, 110 documentos; Produção Intelectual de Terceiros, 130 documentos; Documentos Pessoais, 134 documentos; Diversos, 1.888 documentos; e Documentos Complementares, 67 documentos. Cada um dos documentos recebe uma ficha de classificação e um número que orienta as buscas. Exemplo: as cartas que Nava recebeu de Carlos Drummond de Andrade, estão catalogadas como PN 038, Cp (Correspondência Pessoal) 038. A organização do arquivo de Pedro Nava foi realizada, ao longo de dois anos, pela equipe coordenada por Eliane Vasconcellos, chefe do Arquivo-Museu de Literatura da FCRB, tendo o trabalho contado com o apoio do CNPq.
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